quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Em 2015 ficou claro qual o título mais apropriado para FHC



Que 2016, para ser realmente decente, seja sem....



2015 – O ano em que fascistas definiram seus alvos e cores, por Alceu Castilho


damavermelha
Camisa do PT, bandeira de movimentos sociais ou a simples discordância motivaram agressões por todo o país; políticos e personalidades foram vítimas da intolerância
Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)
Em agosto, uma mulher vestiu-se de vermelho e caminhou pela Avenida Paulista, em São Paulo. Foi chamada de “putinha”, “vagabunda”, “corrupta”, “velha doida”. Manteve a dignidade:
Outros que ousaram vestir vermelho – ou defender o governo, ou combater o golpismo – durante manifestações de direita foram xingados, agredidos, expulsos do local. Em muitos casos, com escolta policial absolutamente tolerante às agressões:
O ódio mais recente ao Partido dos Trabalhadores (que recicla o velho ódio ao comunismo) foi um dos motores dessas expressões fascistas em 2015. Ao lado da covardia, do espírito de manada que acossa manifestantes pouco instruídos e pouco tolerantes. Mas não o único. Basta discordar:
SEM LIMITES
Houve até quem se dispusesse a invadir residências, tamanho o descontrole:
Bebê no colo? Fascista que é fascista não está nem aí:
Note-se, aliás, que a intolerância política caminha de mãos dadas com outros obscurantismos:
SAUDADES DA DITADURA
Em muitos momentos foi como se estivéssemos em 1964. Defensores da ditadura, da tortura, colocaram suas garras para fora, numa escala ainda maior que a dos protestos de 2013 – quando já se desenhava a intolerância obscurantista nas ruas:
E, se é para ter saudades do último regime ditatorial, alguns se propuseram a fazer o pacote completo:
Esta notícia de janeiro mostra que um coronel defensor do nazismo ajudou a incitar a pancadaria da polícia, no Rio:
Vale assinalar que a pujança intelectual não se revela o forte de alguns desses manifestantes:
‘HOSTILIZADOS’
A intolerância não ocorre apenas nas manifestações contra o governo. Sair às ruas pode ser motivo para linchamentos morais. E a imprensa nem sempre mostra atenção especial a essas violências.
Observem a palavra utilizada nos títulos abaixo para os insultos sofridos por Chico Buarque, no Rio, e João Pedro Stédile, em Fortaleza:
No caso de Chico Buarque, boa parte da imprensa falou que o músico se envolveu em um “bate-boca” – quando o vídeo mostra que, mesmo sendo chamado de “um merda”, ele se comportou de modo civilizado.
Outras personalidades foram ofendidas e intimidadas em lugares públicos. Entre eles, políticos. Como o ministro Patrus Ananias, o ex-senador (e secretário dos Direitos Humanos em São Paulo) Eduardo Suplicy e o ex-ministro Guido Mantega. Este último, mais de uma vez. Em um restaurante e em um hospital.
‘ISTO É UMA DEMOCRACIA’
A senhora que vestia vermelho na Paulista lembra, singelamente, que vivemos em uma democracia. As imagens dela sendo agredida pelos manifestantes e a fleuma com que reage às ofensas estão entre as mais significativas de 2015:

La Famiglia Marinho, dona da Globo e a mais rica do Brasil, detona o salário mínimo...


Em abril de 1962, o jornal O Globo, à época conduzido por Roberto Marinho, publicou uma manchete em que previa algo desastroso para o Brasil: a criação de um décimo-terceiro salário.

Hoje, ninguém questiona o fato de que o décimo-terceiro é um dos principais alavancadores das vendas do comércio no fim de ano e já foi devidamente incorporado aos custos das empresas, sem que nenhum desastre tenha ocorrido.

Nesta quinta-feira, último dia de 2015, o Globo retoma sua tradição contrária a qualquer política trabalhista. Em editorial interno, classifica como "tosco" o argumento usado pelo ministro do Trabalho, Miguel Rossetto, para defender um aumento do salário mínimo ligeriamente acima da inflação — com reajuste de 11,67%, o piso salarial foi a R$ 880,00.

Segundo O Globo, trata-se de "seríssimo problema" que inviabiliza as contas públicas. O Globo ainda ironiza e afirma que, se o mínimo fosse capaz de estimular a economia, por que não triplicá-lo?

Coincidência ou não, os três irmãos Marinho (Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto) formam a família mais rica do Brasil, com patrimônio superior a US$ 25 bilhões.

A tese dos três, no entanto, não encontra amparo nos dados do Dieese, que aponta que a política de valorização do mínimo, que teve ganhos reais de 77% desde 2002, foi um dos principais fatores de inclusão social nos últimos anos.

Leia, ainda, análise do Dieese:

Aumento real do mínimo chega a 77% desde 2002 e injeta R$ 57 bi na economia

Incremento da renda promove retorno de R$ 30 bilhões em arrecadação com impostos. Segundo Dieese, cada R$ 1 de aumento do mínimo promove retorno anual de R$ 293 milhões em contribuições à Previdência

Por Paulo Donizetti de Souza – Com o reajuste de 11,67% e valor de R$ 880 a partir de 1º de janeiro, o salário mínimo nacional terá alcançado um ganho real de 77,3% acima da inflação acumulada desde 2002. Passará a ter, ainda, o maior poder de compra desde 1979 em relação à cesta básica. O novo vencimento do trabalhador que recebe o piso nacional equivale a 2,4 vezes o valor da cesta básica calculado pelo Dieese. Em 1995, no início do governo Fernando Henrique Cardoso, correspondia a 1,1 cesta.

Segundo o governo, o novo valor terá um impacto de R$ 4,8 bilhões no orçamento da União em 2016. Para o Dieese, no entanto, o acréscimo de renda aos 48 milhões de brasileiros que recebem salário mínimo representará uma injeção de recursos de R$ 57 bilhões na economia, com impacto de R$ 30,7 bilhões na arrecadação de impostos.

O efeito concreto dessa política de valorização é ainda mais benéfico para o bolso das pessoas e para as contas públicas do que a política de juros praticada pelo Banco Central. O coordenador de relações sindicais do Dieese, José Silvestre Prado Silveira, estima que o gasto anual com os juros pagos aos investidores de títulos públicos baseados na Taxa Selic seja de R$ 400 bilhões.

E ainda que o aumento do mínimo repercuta nos pagamentos da Previdência Social, já que são 22,5 milhões os aposentados e pensionistas que o recebem, os efeitos do aumento da renda em circulação na economia compensam. "Cada R$ 1 de acréscimo no salário mínimo tem um retorno de R$ 293 milhões ao ano somente sobre a folha de benefícios da Previdência Social", diz Silvestre, referindo-se ao impulso dado pela renda dos trabalhadores e aposentados no consumo e, portanto, na manutenção das atividades de empresas, comércio e serviços e no respectivo nível de emprego.

Cerca de dois terços dos municípios do país tem como principal fonte de renda e de ativação das atividades econômicas locais o salário mínimo.

Muito a evoluir

Em seu artigo 7º, a Constituição determina que entre os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, está um "salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim".

Ao anunciar o valor de R$ 880 para o salário mínimo a partir de 1º de janeiro, o governo federal não faz mais do que a obrigação de dar um pequeno passo em direção a contemplar um direito essencial historicamente descumprido, praticamente desde que os primeiros ano em que o salário mínimo foi instituído, em 1938. Mas essa busca pela recomposição de seu poder de compra de modo a cumprir a lei nem sempre esteve presente nas políticas públicas.

A política de valorização mais efetiva do salário mínimo começou a ser discutida em 2004, por pressão das centrais sindicais. Na ocasião o governo Lula apenas começava a rever a política de ajuste fiscal liderada pelo então ministro da Fazenda Antonio Palocci. Essa política de recuperação consiste de um reajuste baseado na inflação do ano que termina e na evolução do PIB no ano anterior — se estenderá pelo menos até 2019.

A pressão das centrais sindicais pela manutenção dessa política é permanente, mas ela não basta. O processo de recuperação pode perder força se o Brasil não voltar a crescer rapidamente, já que o aumento do PIB é que determinará o ganho real dos próximos cinco anos.

Em entrevista à Revista do Brasil, o professor Cláudio Dedecca, do Instituto de Economia da Unicamp, alerta, porém, que o ideal seria que todos os estratos da sociedade contassem com um crescimento da renda, e não que houvesse a perda de um segmento para ganho de outro. Por isso, é preciso que o país apresente taxas de crescimento superiores às que vêm sendo observadas. "Se continuar no ritmo atual, a política adotada para o salário mínimo, por exemplo, encontrará restrições crescentes no futuro."

No início do Plano Real, julho de 1994, o valor necessário do mínimo, calculado pelo Dieese, era nove vezes superior ao oficial (R$ 590 a R$ 64). Ao longo do governo Fernando Henrique essa diferença entre oficial e necessário oscilou de sete a oito vezes; durante a gestão do tucano um trabalhador que recebia salário mínimo chegou a precisar trabalhar 11 meses para alcançar o valor exigido pela lei. No primeiro janeiro dos brasileiros sem Fernando Henrique, em 2003, o valor nominal do salário mínimo era R$ 200, enquanto o necessário para atingir o que determina a Constituição era R$ 1.386 (quase sete vezes mais).

A partir de 2003, essa diferença passou a ser reduzida de maneira mais acentuada, chegando ao seu melhor patamar em janeiro de 2014, final do primeiro mandato de Dilma, quando o mínimo era de R$ 724 e o necessário exigido por lei, R$ 3.118,00 (3,5 vezes mais). A alta da inflação (6,22% em 2014 e estimativa de 11,5% de INPC em 2015) combinada com baixo crescimento do PIB (2,3% em 2013 e 0,1% em 2014) já promove um ligeiro recuo, e a relação mínimo oficial versus o necessário deverá estar em pouco mais de 4 vezes neste janeiro (o valor efetivo da cesta básica, base para o cálculo do mínimo necessário pelo Dieese, só será conhecido no final do mês).

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, disse ontem (29) em entrevista que a política de valorização do mínimo leva o governo a caminhar "na direção correta". "Renda nacional é responsável por grande parte da dinâmica econômica nacional. O mercado interno é que responde por grande parte do dinamismo da nossa economia. Essa política tem permitido fortalecer e ampliar o mercado interno, diminuído as desigualdades de renda e elevado a qualidade de vida da sociedade brasileira", disse.

Rossetto tratou ainda de criar um ambiente mais otimista para o início do ano, em que o governo é pressionado por centrais sindicais, movimentos sociais, empresários e governadores a adotar rapidamente medidas de recuperação do crescimento. O ministro afirmou que a oferta de crédito deve ter novo impulso nos próximos meses. O governo espera ainda uma retomada dos investimentos privados, sobretudo com a reativação dos setores paralisados em decorrência da Operação Lava Jato, a partir dos acordos de leniência que permitirão a empresas investigadas voltar a celebrar contratos com o setor público.

Fonte: 247

Da série tendenciosidade e hierarquização da notícia, ou a mídia com seus dois pesos e duas medidas: Como a mídia blinda Aécio Neves e ataca o PT o quanto for (im)possível



























Textos de Beth Caló:
Foto 1
Da série "Não é pelos 30 centavos" e sim pela hierarquização da notícia. Pra falar mal do Haddad,  manchete em destaque. Pra falar da propina (crime?) do Aécio, a notinha de pé de página.

Emprestei a foto do Fernando Morais



Foto2

Mais uma da série "Dois Pesos, Duas Medidas". O dólar, o crime do Aécio e a hierarquização da notícia. Vale tudo para desinformar o leitor. Até mesmo omitir as causas da alta da moeda americana. E esconder as falcatruas do mineirinho bem mineiramente. Não há trégua.

A foto, mais uma vez, emprestei do Fernando Morais


A "Queda": a má fé e/ou incapacidade de alguns e da grande mídia de ler e interpretar em outra língua?


Ao contrário de 99% dos meus amigos que compartilharam a capa da revista “The Economist”, eu abri a dita e fui ler a matéria intitulada “A queda do Brasil”. O resumo da história é um tanto diferente do que eles pensam ou do que a "grande mídia" tenta passar...

A "Queda"



Por Fábio Silva, no blog Democracia e Conjuntura

Ao contrário de 99% dos meus amigos que compartilharam a capa da revista “The Economist”, eu abri a dita e fui ler a matéria intitulada “A queda do Brasil”. O resumo da história é:

1) A revista diz que a crise brasileira se deve ao fim do boom das commodities somado ao aumento de gastos públicos. Portanto, reconhece haver tanto fatores externos quanto internos;

2) A revista, seguindo sua linha liberal assumida, diz que o Brasil só vai sair da crise se conseguir fazer reformas na previdência e na legislação trabalhista – exatamente o que 90% da população discorda;

3) A revista aposta que Nelson Barbosa terá melhores condições de fazer essas mudanças, mas não toma como um dado que elas possam acontecer por vários motivos. Um deles é a “falta de apetite do PT por austeridade”. Mas outro é a estrutura do sistema político, que inclui “fragmentação” e “mercenários políticos” eleitos com campanhas “ruinosamente caras”, que, na visão da revista, são a razão de ser da corrupção verificada na Petrobras;

4) A revista também critica a oposição por sua opção “misguided” pelo impeachment. “Misguided”, segundo o dicionário Merriam Webster, significa “resultado de motivos ou ideais errados ou inapropriados”;

5) A revista diz que a maior realização do Brasil foi retirar “dezenas de milhões da pobreza”, embora também diga que isto pode ser “freado ou talvez começar a ser revertido” se a crise persistir;

6) Ao mesmo tempo, a revista diz que o padrão de endividamento do Brasil não levará a quebras ou calotes, quando muito a um inchaço da dívida;

Diante de tudo isto, eu diria que, em aspectos FACTUAIS, a “The Economist” acerta muito mais que a mídia brasileira e está anos luz à frente daqueles que compartilham as suas análises sem lê-las.

Já na avaliação POLÍTICA, desenvolvo a sugestão que iniciei acima: o que o Brasil pediu nas eleições foi outra solução que não a dos ajustes de corte liberal. Estes não serão bem vindos com Dilma, com Temer em cenário de “misguided” impeachment, ou com Aécio no tapetão do TSE.

A tarefa histórica para o Brasil é encontrar um modelo que responda aos anseios de seu povo, não os da “The Economist”. Talvez por isto estejamos vendo, ao menos no âmbito doméstico, um escandaloso divórcio entre liberalismo e democracia

Jornalistas e críticos analisaram o cenário da "grande" imprensa no Brasil hoje, que caminha com intolerância e falta de espaço para o pensamento diferente, para o que há de melhor



Um excelente video produzido pelo Observatório da Imprensa sobre o pensamento único, a tendenciosidade e a falta de discussão e análise isenta da mídia...


Assista ao vídeo, publicado pelo Observatório da Imprensa:

video

 Jornal GGN - "[O jornalista] dá uma pauta como se fosse lógica, verdadeira, e não tem contraditório", disse o professor Muniz Sodré. Em reportagem em vídeo do Observatório da Imprensa, jornalistas e críticos analisaram o cenário da imprensa no Brasil hoje, que na visão deles, caminha com a intolerância e a falta de espaço para setores pouco visíveis, fora dos interesses comerciais predominantes nas páginas, sites e canais de informação.
"Os segmentos sociais que não concordam com as notícias tentam remar contra a corrente, e quase sempre são desqualificados pela mídia, um processo que pode gerar preconceitos e acirrar conflitos", afirmou o jornalista Mauricio de Almeida.
"Eu nunca vi um momento, em que a sociedade brasileira está tão envenenada de besteira, de disse-me-disse, de exacerbação dos piores preconceitos, quanto agora, quando deveria ser o contrário. O contraditório ecoa no vazio", manifestou Sodré.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Noam Chomsky: Invasão do Iraque pelos EUA é a raiz do terrorismo e o pior crime do milênio




Por Conceição de Oliveira, no Portal Fórum

Como sempre, Chomsky desvela (no vídeo abaixo) o que todo discurso midiático esconde. Neste vídeo ele discute os significados de terrorismo no direito internacional e para os que são atacados diuturnamente pelos senhores da guerra. Para Chomsky o Estado mais extremo, radical e fundamentalista do mundo, a Arábia Saudita, é o principal aliado dos Estados Unidos.
De acordo com Chomsky, a própria CIA reconhece que o Estado Islâmico é resultado da invasão estadunidense no Iraque: ‘o pior crime do milênio’ praticado pelos EUA. Centenas de milhares de pessoas foram mortas, torturadas, o país destruído, 4 milhões de pessoas deslocadas e 2 milhões de refugiados, sob os olhos de todo o mundo sem qualquer reação para proteger as vítimas do Iraque.

Paulo Nogueira e uma pequena lista de sujeiras envolvendo Aécio e a escancarada proteção da Globo a este...

O passado condena
Eu acuso Aécio.

Um homem que:
  • Constroi um aeroporto privado com dinheiro público;
  • Coloca recursos do contribuinte mineiro, como governador, em rádios da própria família;
  • Não se envergonha de, sendo político, ter rádios, num brutal conflito de interesses;
  • Faz uso pessoal do avião do Estado de Minas, como se houvesse vôo gratuito;
  • Nomeia fartamente parentes e amigos para a administração pública e depois ousa falar em meritocracia;
  • É capaz de apoiar Eduardo Cunha, em nome do impeachment, mesmo depois de conhecidas as avassaladoras provas contra ele fornecidas pelos suíços;
  • Jamais teve a hombridade de aceitar a derrota nas urnas e, por isso, se pôs a conspirar contra a democracia desde que saíram os resultados como um golpista psicótico;
  • Dá como comprovadas quaisquer acusações contra seus adversários, por mais frágeis que sejam;
  • Tem a ousadia de recusar um teste de bafômetro como se estivesse acima da lei que rege os demais brasileiros;
  • Recebe dinheiro dos contribuintes para atuar como senador e não devolve com um único projeto aprovado;
  • Aceita uma boca livre em Nova York de um banqueiro como André Esteves;
  • Não poupa esforço pelo financiamento privado de campanhas mesmo quando é sabido que esta é a origem maior da corrupção e que foi daí que surgiram ganguesteres como Eduardo Cunha;
Tudo isto posto, e a lista poderia seguir muito adiante, por que este homem não poderia fazer pressão para receber dinheiro de propina segundo delação homologada no SFT noticiada hoje pela Folha?

Paulo Nogueira
No DCM



A Proteção da Globo para Aécio é escancarada!

Vídeo extraídos do Contexto Livre

Quem bate em professor e estudante merece ser presidente?

:
Se havia um projeto presidencial 'Alckmin 2018', ele acabou na tarde da quinta-feira, dia 03 de dezembro de 2015, quando um policial militar de São Paulo agrediu, com o punho cerrado, um estudante secundarista, como se pretendesse levar a nocaute o jovem que protestava pelo direito de ter uma educação pública de qualidade; se o paranaense Beto Richa era o governador tucano que batia em professores, Alckmin conseguiu ir além: é o governador que bate em alunos; não por acaso, a Folha de S. Paulo desta sexta-feira indica que sua aprovação despencou vinte pontos e é mais baixa da história; nem o recuo na 'reorganização educacional', nem um improvável pedido de desculpas poderão transformar Alckmin num candidato viável

Do SP 247 Até recentemente, aliados do governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, diziam que a candidatura presidencial pelo PSDB em 2018 cairia naturalmente no seu colo, quase que por gravidade. Bastaria ficar quieto e deixar que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), um mau perdedor que ameaça a democracia brasileira, prosseguisse com suas trapalhadas, no seu ímpeto golpista.
Por isso mesmo, Alckmin manteve um diálogo construtivo com a presidente Dilma Rousseff e jamais comprou abertamente a tese do impeachment. Aos poucos, ele vinha amarrando alianças dentro do PSDB, como com o governador Marconi Perillo, de Goiás, e com outros partidos, como o PSB.
No entanto, o projeto Alckmin dependia também de que ele não cometesse erros. Especialmente, que não cometesse erros tão grotescos como a guerra inútil e já perdida que ele próprio criou com estudantes secundaristas, ao decidir fechar 93 escolas em seu projeto de 'reorganização educacional'.
Numa resistência histórica, os alunos ocuparam mais de 100 escolas e, como Alckmin não se dispôs a dialogar, os protestos migraram para as ruas. A imagem que simboliza a luta estudantil foi captada por Newton Menezes, da Agência Futura Press, e, nela, um policial militar, com os punhos cerrados, agride com um soco no rosto um estudante, como se pretendesse levá-lo a nocaute num ringue de boxe.
A imagem, publicada na capa do jornal Estado de S. Paulo, estará inscrita para sempre na biografia de Alckmin. Se o paranaense Beto Richa era o governador tucano que batia em professores, Alckmin conseguiu ir além. É o governador tucano que bate em alunos. Ou seja, que violenta o futuro.
Não por acaso, esta sexta-feira traz também uma pesquisa Datafolha que revela um quadro desolador para o governador. Sua aprovação caiu vinte pontos e é a mais baixa da história. Se um ano atrás 48% o consideravam ótimo ou bom, hoje são apenas 28%. Menos do que os 30% que consideram sua administração ruim ou péssima.
Alcklmin ainda não repreendeu a Polícia Militar, não pediu desculpas aos estudantes, nem reviu sua reorganização escolar. Mas mesmo que o fizesse, nada seria capaz de ressuscitar seu projeto presidencial de 2018.

A mídia brasileira, com a Rede Globo à frente, está desacreditada no mundo inteiro, como mostra esta reportagem da internacional Telesur

Veja a reportagem sobre a tendenciosidade e golpismo da mídia, feita pela Telesur, uma empresa de televisão  multi-estatal, presente em vários países:


Noavemente, "delator premiado" reafirma que Aecio decebeu propina... E a mídia, destaca? A Globo Destaca? Isso é Capa da Veja?

Segue, abaixo, diversos textos sobre a Propina que Aécio teria recebido e como a mídia ou encobre, maquia ou tenta minimizar o fato...

“A pessoa está me cobrando estes R$ 300 mil”. “Que pessoa?” “Aécio Neves”

aecio300
A Folha fez o possível.
Colocou a chamada lá no cantinho de baixo, bem pequenina.
Mas não adianta.
Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará, entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, afirmou, em depoimento que levou R$ 300 mil no segundo semestre de 2013 a um diretor da empreiteira UTC, de nome Miranda ( Antonio Carlos D’Agosto Miranda) que seriam entregues ao senador Aécio Neves.
Segundo o “entregador”, Miranda ficou aliviado, pois estaria sendo cobrado pela quantia por Aécio, teria dito o diretor da empreiteira.
Aécio, claro, nega tudo. Diz que  sua campanha só recebeu legalmente da UTC para a campanha.
E quem disse, senador, que era pra a campanha? R$ 300 mil, o senhor me perdoe, não é padrão de campanha, onde a coisa é na casa do milhão.
Tudo tem mais força porque a alta direção da UTC já havia admitido, em depoimentos, que Miranda recebia, guardava e entregava dinheiro destinado a políticos.
“E o Aécio Neves não é da oposição?”, teria dito Rocha. O diretor da UTC teria respondido, na versão do delator: “Aqui a gente dá dinheiro pra todo mundo: situação, oposição, […] todo mundo”.
O comitê da campanha presidencial do tucano em 2014 recebeu R$ 4,5 milhões da UTC em doações declaradas à Justiça. A campanha de Dilma recebeu R$ 7,5 milhões.
Rocha disse ter manifestado estranheza sobre o local da entrega ser o Rio de Janeiro, já que Aécio “mora em Minas”. Miranda teria respondido que o político “tem um apartamento” e “vive muito no Rio de Janeiro”.
O delator disse que não presenciou a entrega do dinheiro ao senador e que ficou “surpreso” com a citação.
Rocha prestou o depoimento em 1º de julho. Em 4 de agosto, foi a vez de Santana também dar declarações.
Embora tenha dito que Miranda não tinha “nenhuma participação no levantamento do dinheiro para formar o caixa dois” da construtora UTC, Santana observou que “pode ter acontecido algum episódio em que o declarante ou Pessoa informaram a Miranda quem seriam os destinatários finais da entrega”.
Miranda, que é apontado pelo próprio Ministério Público como o responsável pelos “acertos” de propina com o PMDB na obra de Angra 3, seria, por óbvio, o próximo passo de qualquer investigação séria. Mas Miranda, ao que se saiba, não foi preso nem deixado mofar na cadeia até que entregasse os chamados “agentes políticos”, é claro.
Dinheiro para Aécio Neves não é coisa que venha assim “ao caso”, nem uma delação com este potencial explosivo vaza no dia seguinte, como as outras.
Até porque a investigação de corrupção parece estar usando os mesmos critérios editoriais da Folha: R$ 300 mil pra petista é manchete, para tucano é pé de página.
Mas a reportagem de Valente não dá para ser apagada. E vai ter desdobramentos.

Notícia sobre Aécio some da capa da UOL


Uma denúncia sobre propina envolvendo o nome do senador Aécio Neves foi manchete do portal Uol na manhã desta quarta-feira 30, por volta de 6h, mas às 8h já havia desaparecido misteriosamente. Depois que leitores notaram o sumiço da matéria, ela reapareceu, por volta de 9h.

A reportagem de Rubens Valente, da Folha, mereceu apenas nota de rodapé na capa do jornal impresso. A matéria destaca o trecho de um depoimento do delator Carlos Alexandre de Souza Rocha, apontado como entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef. Ele contou aos investigadores da Lava Jato ter levado R$ 300 mil a um diretor da UTC Engenharia no Rio, que seria entregue ao senador tucano.
Segundo Rocha, o diretor da UTC, chamado Miranda, "estava bastante ansioso" para receber o dinheiro, pois "não aguentava mais a pessoa" lhe "cobrando tanto". Rocha teria perguntado quem era e Miranda respondeu Aécio Neves.
Por meio de sua assessoria, o tucano chamou de "absurda" a citação de seu nome. Anteriormente, Aécio já havia sido citado pelo próprio Youssef como responsável por um mensalão em Furnas.

NOTA DE RODAPÉ DA FOLHA SOBRE AÉCIO JÁ DIZ TUDO

:
 Do Brasil 247 - O que a Folha de S.Paulo faria se um delator da Lava Jato mencionasse o pagamento de uma propina de R$ 300 mil para o ex-presidente Lula? Não há nenhuma dúvida de que o caso seria estampado em letras garrafais na manchete principal do jornal; basta lembrar que esse foi o procedimento quando a Folha noticiou uma acusação falsa a uma nora de Lula; além disso, quando denunciado, o pecuarista José Carlos Bumlai perdeu o nome e virou "o amigo de Lula"; em outro episódio, numa manchete sobre o senador Delcídio Amaral, a foto estampada também foi a do ex-presidente; agora, quando o senador Aécio Neves (PSDB-MG) é citado num esquema de propina, o caso é escondido numa nota de rodapé; diante do duplo padrão de julgamento, o colunista André Singer afirmou no último sábado que a mídia abafa a corrupção tucana (leia mais, clicando aqui).